Durante os últimos anos pensei que o trabalho além de nos trazer dinheiro, status, conforto, satisfação, também nos traria amigos. Em partes, engano meu. De muitas pessoas que conheci durante os últimos cinco anos, apenas poucos posso considerar como realmente um amigo. Sei que cada um tem uma definição para amizade, mas no geral os humanos possuem conceitos semelhantes, ou seja, a amizade seria um convívio com outro ser humano na qual você poderia confiar, poderia ter o apoio nos bons momentos, nos maus momentos da vida, nos momentos transitórios e duvidosos, poderia ter uma relação de troca de conhecimentos etc.
O que encontramos hoje em dia, na maioria das vezes são pessoas interdependentes de alguma forma, na estrutura familiar, corporativa, social e não propriamente uma amizade. Enfocarei mais o lado corporativo neste texto, uma vez que neste caso você é obrigado a se relacionar com todas as pessoas que fazem parte deste ciclo.
Pois bem, entre os amigos e as pessoas interdependentes existe uma diferença enorme, mas algumas pessoas não possuem noção de tal fato e pensam que é a mesma coisa.
No mundo corporativo existem pessoas na qual se passam como “amigos” só para deixar a vida delas menos desprezível ou para tirar proveito de algo.
No meu ponto de vista, estas pessoas são colegas de trabalho na qual não possuem uma vida social descente ou são predadores corporativos, que almejam alcançar uma posição de destaque nas corporações e os ditos “amigos” que essas pessoas possuem, servem de escada até o topo de suas ambições, sendo tratadas apenas como peça de um jogo.
Ou seja, essas pessoas usam as outras como marionetes do joguinho barato da escalada até o topo da carreira corporativa.
Agora, eu me pergunto aonde foi para a ética de pessoas desta estirpe? Pessoas com esta índole são extremamente danosas à sociedade em geral. Será que podemos considerar como psicopatas corporativos?
Durante esses anos, conheci várias pessoas com o mínimo de ética possível, na qual fazem muitas barbaridades para continuarem sua jornada ao estrelado corporativo. Conheci pessoas que vendem o corpo, a ética, a dignidade, a decência etc. Pessoas que levam uma vidinha ridícula na qual deveriam no mínimo perder o direito a uma vida digna socialmente.
Encontrei também, durante esses anos, pessoas tão fiéis ao trabalho que fariam qualquer coisa pelo esplendoroso emprego. Acho que nestes casos, um tratamento psicológico e/ou psiquiátrico seria necessário, uma vez que são meros robôs corporativos. Robocop, R2D2 e C3PO (Stars Wars), entre outros ficariam com inveja, porque sempre o trabalho vem em primeiro lugar e a vida familiar e social são jogadas no lixo, descaracterizando o objetivo de trabalhar. Esquecem de viver a essência e vivem somente a forma.
O pior dos mundos é você infelizmente encontrar uma mistura dos dois tipos descritos acima, ou seja, um robô sem ética. Vocês irão pensar que sou muito radical, mas pessoas destas características deveriam ser eliminadas ou passarem por um processo de tratamento de choque, lobotomia, lavagem cerebral inversa, porque até chegar neste ponto a pessoa deve ter tido muita lavagem cerebral, ou outra forma de reverter este quadro doentio.
Imagina o inferno que essas pessoas fazem no nosso dia a dia. Essas pessoas devem ser evitadas a todo custo.
Os tipos descritos acima são as formas mais comuns de patologias encontradas nas corporações, mas o assunto não acaba aqui. Freqüentemente podemos encontrar subgêneros, mas esta análise deve ficar a cargo de um profissional de psicologia, que possui melhores métodos para estudar profundamente estas carniças sociais.
Se você não tem certeza em qual dos tipos descritos um colega de trabalho se encaixa, analise mais cuidadosamente suas atitudes e as conversas do individuo, porque mais cedo ou mais tarde a máscara cairá.E se um pseudo-amigo de trabalho mudar as atitudes e se afastar de você, comemore. Porque você deixou de ser uma marionete ou vítima desta espécie.
Quando a nossa vida muda, começamos a conhecer que são realmente os amigos e pseudo-amigos. No fundo, tudo se resume a uma única coisa: CAPITAL. Quando o capital estiver acima de tudo, não existe vida social, apenas a busca incessante por dinheiro, status, poder.
As pessoas são muito superficiais.
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