quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Exemplo Islandês

Encontrei uma matéria no site: www.institutomillenium.org, uma matéria muito interessante sobre o alto IDH da Islândia e como este país cresceu muito economicamente nos últimos anos.


Este artigo foi publicado no site por: Odemiro Fonseca

Co-autoria: Hannes Gissurarson


A Islândia chamou a atenção dos brasileiros por obter o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano (ONU) do mundo e nos permite uma reflexão sobre a intrigante questão do que é bom governo.

A Islândia era quase uma nação latino-americana no inicio dos anos 80, disfuncional como o Brasil. A inflação chegou a 100% em 1983 e o déficit público a 6% do PIB. A dívida pública explodiu. O governo era um empresário enorme, dono empresas, bancos, indústrias de pesca, agência de viagens, gráficas, telefônicas. O sistema previdenciário era terrível no déficit e na gerencia. A alíquota de imposto de renda para empresas era de 45%. E vigoravam impostos sobre altas rendas e riqueza. Existiam fundos de fomento, onde burocratas escolhiam “ganhadores” e faziam empréstimos hospitalares. Havia subsídios para muitas atividades, principalmente para a indústria pesqueira. Os subsídios levaram a um excesso de pesca e cardumes se tornaram escassos.

Mas cansados e sentindo os novos ventos, em 1991 os eleitores levaram para o governo David Oddsson e seu partido. E aconteceu na Islândia a mais consciente reforma liberal-democrata que se conhece. Reduziu-se o imposto de renda para alíquota única de 18% e foram extintos os impostos sobre altas rendas e riqueza. Foram privatizadas dezenas de empresas, os bancos e as instituições financeiras, a telefônica, as empresas de pesca. A reforma previdenciária criou fundos de capitalização. Hoje os fundos de pensão por capitalização representam 130% do PIB, a mais alta taxa dos países do OECD.

Com banco central independente a inflação caiu para 2% aa. O superávit fiscal chegou a ser 5% do PIB e a dívida começou a cair. Hoje a dívida pública líquida é zero. Nos países da OECD e no Brasil é acima de 45% do PIB.

Estabeleceu-se também um engenhoso sistema de “propriedade dos peixes”. Hoje a indústria pesqueira é privada e lucrativa, sem subsídios e responde por 70% da exportação da Islândia. Não existe mais o risco dos peixes acabarem, pois os empresários protegem seus peixes.

A carga fiscal do governo central (equivale ao nosso federal mais estadual) tem se mantido em 32% com relação ao PIB. Menor do que no Brasil. Com prosperidade e empresas lucrativas, o padrão de vida e a receita fiscal sempre subiram. Nenhum programa social foi atingido.

Os islandeses tem liberdade de escolha impensável para os brasileiros. A sindicalização é voluntária. Se um pai quer colocar o filho na escola particular, o governo dá o dinheiro que gastaria na escola pública. Não existe nada da rigidez trabalhista brasileira. A liberdade cambial é total.Com a prosperidade, o nível do desemprego é de 2%, o que torna o seguro-desemprego quase nunca usado. Criou-se uma cultura que renda se ganha com trabalho.

O milagre islandês aconteceu porque o governo saiu da frente da sociedade civil e em conseqüência surgiram milhares de empreendedores descobrindo oportunidades, inovando e pagando impostos. Foi uma mudança intelectual. Durante os anos 80, era freqüente a visita de intelectuais defensores de tais reformas. Friedman, Hayek, Buchanan eram arrozes-de-festa na Islândia e os políticos participavam das reuniões. Geir Haarde, atual primeiro ministro e ex-ministro da Fazenda, não acha que governar é gastar. Ele quer cortar mais as alíquotas dos impostos, diminuir regulamentação. Entende que tais ações aumentam as oportunidades na Islândia.

Reformas que buscam competição privada, além de prosperidade, trazem paz social e ganham eleições sem o jogo sujo que estamos vendo pelo Brasil e América Latina. Este governo islandês está no poder há 16 anos.

Dr.Hannes Gissurarson é professor de Teoria Política na Universidade da Islândia e Conselheiro do Executivo e do Banco Central daquele país.


(Publicado em O Globo em 29 de dezembro de 2007)

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Islândia







Um lugar ímpar, singular, diferente.
Apenas aproveite a paisagem!














quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Lula é minha anta e Deus, um delírio

No final da semana passada, fui a livraria Cultura e comprei dois livros que acho interessante:
Lula é minha anta, de Diogo Mainardi e Deus, um delírio, de Richard Dawkins.
O primeiro livro de mais de duzentas páginas consegui ler em 2 dias e trata de um assunto imediato. O segundo comecei dar uma folheada, mas este demorará mais devido possuir quase 500 páginas e falar de filosofia e ateísmo e teismo.

Sobre o primeiro livro, transcrevi abaixo partes do livro que se referem ao dono na empresa em que eu trabalhava. Como o mundo político e corporativo se misturam. As vezes, vida é uma lama!

Partes do livro: Lula é minha anta.

“Como o policial que achaca o traficante, garantindo-lhe proteção para tocar seus negócios, no começo de 2003 o Palácio do Planalto achacou Dantas, exigindo dele o dinheiro do mensalão. Formaram duas facções. Numa delas, ficaram Dantas, Dirceu, Delúbio, Delfim, João Paulo, Ciro, Mentor, Kakay e todos os mensaleiros do PP, do PL, do PTB. Na outra facção, ficaram Gushiken, Telemar, Previ, Fundef, Banco do Brasil, Trevisan e um punhado de parlamentares arregimentados aqui e ali.”

“Mino Carta se aproximou de Lula apenas na campanha eleitoral de 2002, por meio do consultor Antoninho Marmo Trevisan. O mesmo Trevisan que intermediou a venda da empresa do filho de Lula a Telemar. O mesmo Trevisan que foi contratado para sanear as contas do PT. O mesmo Trevisan que prestou assessoria a CUT. O mesmo Trevisan que repassou trabalhos aos sócios de Luiz Gushiken. O mesmo Trevisan que selecionou o banco BMG para oferecer o crédito consignado.”

O mundo político e o corporativo estão cheios de coincidências e o Brasil está cheio de cegos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Type O Negative - Black No. 1

Está música foi feita para uma ex-namorada do Peter Steele.
Pelo conteúdo na letra ele já não guarda boas lembranças dela.
Devido este fato e hoje ser dias das bruxas, eu dedico esta soturna música a Mortícia, na qual me fez perceber que são pessoas como ela que fazem o mundo implodir.
Como a letra diz: Amar você é como amar um defunto!


I went looking for trouble and boy, I found her

She's in love with herself
She likes the dark
On her milk white neck
The Devil's mark
Now it's all Hallows Eve
The moon is full
Will she trick or treat
I bet she will
She will(happy halloween baby)
She's got a date at midnight
With Nosferatu
Oh baby, Lilly Munster
Ain't got nothing on you
Well when I called her evil
She just laughed
And cast that spell on me
Boo Bitch Craft
Yeah you wanna go out 'cause it's raining and blowing
You can't go out 'cause your roots are showing
Dye em black
Oh dye em black
Black black black black no. 1
Black black black black no. 1
Little wolf skin boots
And clove cigarettes
An erotic funeral
For which she is dressed
Her perfume smells like
Burning leaves
Everyday is Halloween
Yeah you wanna go out 'cause it's raining and blowing
You can't go out 'cause your roots are showing
Dye em black
Oh dye em black
Black black black black no. 1
Black black black black no. 1
Loving you was like loving the dead

domingo, 30 de setembro de 2007

Perfeição! - Legião Urbana

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Tanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por faltaDe hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentirasE seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteiraE agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Ética

Ética: do grego Ethos = costume e caráter, mas a ética não é apenas isto.

Ética é a filosofia do comportamento
Nasce da reflexão – o outro e a nossa consciência

Valor – é mutável; atende nossas necessidades.
Valores podem ser morais e éticos. A religião dita valores morais.
A Ética trabalha de que forma vamos lidar com novos valores.

A ética faz o despertar do sujeito moral.
Normas de comportamento = etiqueta = rótulo
As normas de comportamento não podem ser confundidas com valores éticos.

Ética = ego = funções = pensamento e sentimento = ego estruturado/desenvolvido = aceitar responsabilidade = vem de dentro de mim
Moral = superego = leis internalizadas= imposição = vem de fora = obrigado aceitar ou será castigado
ID = impulso de vida e morte
A ética pode mudar a moral, mas a moral não pode mudar a ética. A moral não pode ultrapassar a ética.

Freud dizia que o ser humano é perverso e polimorfo.
Na essência o ser humano não muda muito.

A ciência é “a-ética”, ou seja, não é ética ou antiética, apenas está a procura do conhecimento.

Fonte: Programa Café Filosófico – TV Cultura

Crime e Castigo

A procuradoria do Consumidor de São Paulo ajuizou ação conta a Souza Cruz e a Philip Morris Brasil, para que compensem os gastos públicos com as doenças causadas ou agravadas pelo fumo.
Estas empresas citadas dominam mais de 80% do mercado nacional, ou seja, fornecem drogas lícitas para 80% dos dependentes de nicotina no país.
A nicotina é imbatível em matéria de dependência química. Vicia mais que cocaína, heroína, crack, álcool, anfetamina ou qualquer droga já inventada.
Por entender que os fabricantes de cigarro são responsáveis por vender uma droga que provoca câncer, enfisema, derrames cerebrais, ataques cardíacos e uma infinidade de outras patologias, tanto nos fumantes como mos que têm o azar de conviver com eles, o governo dos Estados Unidos processou as principais indústrias do setor com o objetivo de forçá-las a indenizar o sistema de saúde.
Da batalha judicial, resultou um acordo celebrado em 1998. As empresas comprometeram a pagar US$ 206 bilhões, no período de 25 anos, para indenizar 46 estados americanos. Flórida, Mississipi, Minnesota e Texas optaram por acordos isolados.
Essa epidemia causou mais mortes do que as guerras do século 20 somadas.
Se nos Estados Unidos as companhias pagam mais de US$ 200 bilhões, por que razões no Brasil merecem ficar impunes? Talvez porque sejamos mais ricos? Ou devemos aceitar que somos inferiores?

Fonte: Jornal Folha de São Paulo – Caderno Ilustrada do dia 18 de agosto de 2007 – Escrito por Drauzio Varella
Resumi a matéria para vocês terem uma idéia da situação.