A procuradoria do Consumidor de São Paulo ajuizou ação conta a Souza Cruz e a Philip Morris Brasil, para que compensem os gastos públicos com as doenças causadas ou agravadas pelo fumo.
Estas empresas citadas dominam mais de 80% do mercado nacional, ou seja, fornecem drogas lícitas para 80% dos dependentes de nicotina no país.
A nicotina é imbatível em matéria de dependência química. Vicia mais que cocaína, heroína, crack, álcool, anfetamina ou qualquer droga já inventada.
Por entender que os fabricantes de cigarro são responsáveis por vender uma droga que provoca câncer, enfisema, derrames cerebrais, ataques cardíacos e uma infinidade de outras patologias, tanto nos fumantes como mos que têm o azar de conviver com eles, o governo dos Estados Unidos processou as principais indústrias do setor com o objetivo de forçá-las a indenizar o sistema de saúde.
Da batalha judicial, resultou um acordo celebrado em 1998. As empresas comprometeram a pagar US$ 206 bilhões, no período de 25 anos, para indenizar 46 estados americanos. Flórida, Mississipi, Minnesota e Texas optaram por acordos isolados.
Essa epidemia causou mais mortes do que as guerras do século 20 somadas.
Se nos Estados Unidos as companhias pagam mais de US$ 200 bilhões, por que razões no Brasil merecem ficar impunes? Talvez porque sejamos mais ricos? Ou devemos aceitar que somos inferiores?
Fonte: Jornal Folha de São Paulo – Caderno Ilustrada do dia 18 de agosto de 2007 – Escrito por Drauzio Varella
Resumi a matéria para vocês terem uma idéia da situação.
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